SINOPSES

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A poeira dos ossos”, estreia literária de Leonel Gomes Casqueira, é composto por um conjunto de contos desconcertantes e de grande originalidade, onde uma mundana galeria de personagens se debate com os universais temas da procura do amor, da partilha de afetos, da corporeidade grosseira das paixões e da demanda por aceitação; em situações que roçam por vezes o cómico e o absurdo. Muito diferentes entre si, no estilo e na forma, estes contos partilham uma ambiciosa combinação de erudição com licenciosidade, rasurados pelo traço quase ininterrupto da filosofia e da diversão (no duplo sentido da palavra). Com um grande domínio da linguagem, o autor consegue um estilo muito próprio, numa escrita desafiadora, sem concessões ou facilitismos de qualquer espécie. “A poeira dos ossos” é uma polifonia (diríamos melhor, uma poligrafia) para leitores destemidos.

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O Caminho do Burro é uma antologia dos melhores contos escritos por Paulo Moreiras, entre 1996 e 2017, que andavam dispersos por diversas publicações, algumas hoje esquecidas ou de difícil acesso. Contos onde o picaresco e a malícia do povo português andam de braço dado com as invejas e as cobiças de gente ruim e sem escrúpulos. Uns à procura de uma vida melhor, do amor, da amizade e outros a engendrar estratagemas a fim de estragar os bons planos do vizinho. Um retrato irónico, mordaz e cheio de humor sobre as grandezas e misérias de ser português, com os seus toques de malandro, pinga-amor e desenrascado. Tudo embrulhado pela riqueza vocabular a que Paulo Moreiras já nos habituou. Contos para comer, beber e rir por mais, que assim se dizem as verdades.

Quantos silêncios e quantos sonhos cabem no peito de um homem? Nascido para ser pastor, Rodrigo viveu a infância com os seus pais e irmãos numa velha cabana isolada na montanha, tendo desde cedo aprendido o silêncio, bem como a dor e a saudade, pela morte do irmão mais velho na guerra do ultramar. Os seus melhores dias foram passados na montanha com o avô Josué, a quem chamavam Celtibero, e na escola primária, onde conheceu os primeiros amigos e se deixou enfeitiçar por uma moira encantada. Rodrigo sonhava para si uma vida diferente, o avô incentivava-o a contrariar um destino que parecia certo, incitava-o a partir e correr mundo. Ouviu palavras idênticas a um homem que apareceu na montanha a tocar um tambor para os ancestrais.

Um homem que se viria a revelar primordial na sua vida, quando dilacerado pela angústia de ter de tomar uma decisão, foge de casa para viver na cidade grande, sem nunca mais dar notícias à família. Num mundo de cimento e rostos fechados, Rodrigo aprende que a solidão pode estar em todos os lugares, ainda que rodeado de gente. É salvo pelo amor que encontrou junto da rapariga que guardava no seu coração desde a infância. Volta à sua montanha, muitos anos depois, aquando da morte da sua mãe.

Voltará a tempo do tão desejado perdão? Saberá a sua montanha dar-lhe a paz que tanto procurou?

 

Num tom poético e intimista, este é um romance com personagens inesquecíveis, que nos fala diretamente à criança que já todos fomos, relembrando-nos verdades simples e preciosas.