LIVROS

Esta coletânea de Contos e Crónicas é fruto do projeto artístico “Mapas do Confinamento”. Usando as novas tecnologias para colmatar as distâncias, tem apostado em traduções para francês e inglês, com possibilidades de se abrir a outras línguas.   Foi no pico da pandemia que os escritores portugueses Gabriela Ruivo Trindade e Nuno Gomes Garcia convidaram mais de uma centena de artistas de todos os países de língua portuguesa para desenharem em conjunto a cartografia da pandemia. Uma colaboração que visa registar, para memória futura, o modo como esta pandemia os afetou enquanto seres humanos e artistas, mas também as cicatrizes deixadas no tecido social de países como Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e muitos outros territórios onde estes artistas residem, tais como a França, o Reino Unido, os Estados Unidos, a Suíça, a Holanda e a Bélgica. Este livro reúne mapas de territórios emocionais e culturais nas vozes singulares de escritores consagrados e de novos autores de qualidade; mapas que ajudarão a consolidar as várias literaturas da nossa língua comum.  

A poeira dos ossos”, estreia literária de Leonel Gomes Casqueira, é composto por um conjunto de contos desconcertantes e de grande originalidade, onde uma mundana galeria de personagens se debate com os universais temas da procura do amor, da partilha de afetos, da corporeidade grosseira das paixões e da demanda por aceitação; em situações que roçam por vezes o cómico e o absurdo. Muito diferentes entre si, no estilo e na forma, estes contos partilham uma ambiciosa combinação de erudição com licenciosidade, rasurados pelo traço quase ininterrupto da filosofia e da diversão (no duplo sentido da palavra). Com um grande domínio da linguagem, o autor consegue um estilo muito próprio, numa escrita desafiadora, sem concessões ou facilitismos de qualquer espécie. “A poeira dos ossos” é uma polifonia (diríamos melhor, uma poligrafia) para leitores destemidos.

O Caminho do Burro é uma antologia dos melhores contos escritos por Paulo Moreiras, entre 1996 e 2017, que andavam dispersos por diversas publicações, algumas hoje esquecidas ou de difícil acesso. Contos onde o picaresco e a malícia do povo português andam de braço dado com as invejas e as cobiças de gente ruim e sem escrúpulos. Uns à procura de uma vida melhor, do amor, da amizade e outros a engendrar estratagemas a fim de estragar os bons planos do vizinho. Um retrato irónico, mordaz e cheio de humor sobre as grandezas e misérias de ser português, com os seus toques de malandro, pinga-amor e desenrascado. Tudo embrulhado pela riqueza vocabular a que Paulo Moreiras já nos habituou. Contos para comer, beber e rir por mais, que assim se dizem as verdades.

Quantos silêncios e quantos sonhos cabem no peito de um homem? Nascido para ser pastor, Rodrigo viveu a infância com os seus pais e irmãos numa velha cabana isolada na montanha, tendo desde cedo aprendido o silêncio, bem como a dor e a saudade, pela morte do irmão mais velho na guerra do ultramar. Os seus melhores dias foram passados na montanha com o avô Josué, a quem chamavam Celtibero, e na escola primária, onde conheceu os primeiros amigos e se deixou enfeitiçar por uma moira encantada. Rodrigo sonhava para si uma vida diferente, o avô incentivava-o a contrariar um destino que parecia certo, incitava-o a partir e correr mundo. Ouviu palavras idênticas a um homem que apareceu na montanha a tocar um tambor para os ancestrais.

Um homem que se viria a revelar primordial na sua vida, quando dilacerado pela angústia de ter de tomar uma decisão, foge de casa para viver na cidade grande, sem nunca mais dar notícias à família. Num mundo de cimento e rostos fechados, Rodrigo aprende que a solidão pode estar em todos os lugares, ainda que rodeado de gente. É salvo pelo amor que encontrou junto da rapariga que guardava no seu coração desde a infância. Volta à sua montanha, muitos anos depois, aquando da morte da sua mãe.

Voltará a tempo do tão desejado perdão? Saberá a sua montanha dar-lhe a paz que tanto procurou?

 

Num tom poético e intimista, este é um romance com personagens inesquecíveis, que nos fala diretamente à criança que já todos fomos, relembrando-nos verdades simples e preciosas.

Books Available

Visgarolho

 
Books

Idealizada em ano de pandemia e nascida em 2021, a Visgarolho pretende ser uma pequena editora independente, movida a sonhos e elevadas doses de inocência.

Propomo-nos publicar bons livros de autores de língua portuguesa, nos géneros romance e conto.

 

Pretendemos fazê-lo em parceria com cada autor, envolvendo-o em todas as etapas. Queremos ser uma editora que acarinha os seus autores, que os promove e apoia.  

Para o conseguir, iremos publicar pouco. Um livro de cada vez, em cada um, toda a nossa dedicação. 

Jamais pediremos a um autor que comparticipe a edição do seu livro.

Este é um projecto de amor à literatura.

Só assim faz sentido. 

 

SOBRE NÓS

AUTORES

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Rui Conceição Silva

Rui Conceição Silva nasceu em 1963, em Figueiró dos Vinhos, onde reside.
É casado, tem dois filhos e dois netos, que fazem dele uma das pessoas mais ricas do mundo. Apesar de ter vivido em grandes cidades, é na sua terra que se sente completo. No convívio com a natureza e com as pessoas das aldeias e das pequenas vilas em redor encontra a inspiração para os seus livros.
Reformado da banca, sobram-lhe finalmente horas para os seus prazeres maiores: ler, escrever, ouvir o chilrear dos pássaros, sofrer com jogos da bola e saborear um bom prato de bacalhau.
A criança que esconde no peito acredita que os livros são coisas vivas. Que, quando a noite cai, falam uns com os outros nas bibliotecas, contando histórias de nós, os simples mortais. Afinal, a vida é um livro em aberto, onde acontecem muitas das palavras do mundo.
Deste Silêncio em Mim é o seu terceiro romance, depois de Quando o Sol Brilha (2015) e Dei o Teu Nome às Estrelas (2018).  

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Paulo Moreiras

Leonel Gomes Casqueira

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Mapas do Confinamento

Paulo Moreiras nasceu em 1969, na cidade de Lourenço Marques, Moçambique. Em 1974 veio para Portugal. Começou na banda desenhada, passou pela poesia e acabou no romance. De quando em vez escreve sobre gastronomia. Em Setembro de 2002 publicou o seu primeiro romance, A Demanda de D. Fuas Bragatela, seguindo-se Os Dias de Saturno (2009) e O Ouro dos Corcundas (2011). Também se tem destacado com livros como  Pão & Vinho - mil e uma histórias de comer e beber (2014), Elogio da Ginja (2006), ou os opúsculos que publicou sobre a Fava, a Rede de Dormir, a Morcela, a Perdiz, o Tremoço, o Palito, a Cereja e a Ginja  entre 2007 e 2011.

O Leonel prefere manter-se incógnito e nós não temos nada contra. Preferimos que escreva como escreve.

Mapas do Confinamento é um coletivo de artistas unidos num projeto cultural, tendo a língua portuguesa como denominador comum. Sessenta e quatro escritores de diferentes gerações, uns consagrados e outros recém - chegados, oriundos de vários países de língua portuguesa. Angola, Brasil, Moçambique, Portugal, e muitos naturais desses países a viver na França, no Reino Unido, na Bélgica, na Holanda, na Suíça ou nos Estados Unidos. Um património cultural e individual proveniente de geografias diversas, com o objetivo de retratar, através da literatura, as circunstâncias vividas na pandemia que a todos nos afetou. 

 

ORIGINAIS

A Visgarolho agradece todos os originais que lhe sejam enviados. Publicamos romance e conto, outros géneros não serão tidos em conta.

 

Os originais deverão estar, preferencialmente, em formato word e ser acompanhados por uma sinopse e uma breve biografia do autor.

 

A Visgarolho dará, no prazo máximo de dois meses, uma resposta de aceitação ou rejeição às propostas que lhe tenham sido dirigidas, desde que cumpram as condições acima mencionadas.

No caso de resposta negativa, não explicamos as razões da recusa do original proposto.

Envio de originais:

 
 

EVENTOS

LANÇAMENTO DO 4º LIVRO DA EDITORA VISGAROLHO

"Contágios"
Da autoria do grupo Mapas do confinamento

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Dia 7 de Abril, no Fantasporto ,Teatro Rivoli às 17h00.
 

Com a presença do editor da visgarolho e dos autores Nuno Camarneiro, Susana Piedade e Ricardo Figueira.

 

LIVRARIAS

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